A Arte Transforma
Ainda compondo o mosaico mental, pensando sobre a noite de 01 de abril em que estive presente na abertura da exposição Arte Inclusão no MUBE... Tenho ido lá com freqüência e cada vez me sinto mais à vontade quando para lá me dirijo. Como um beija flor que volta onde provou néctar. Depois de cada visita ao Museu Brasileiro da Escultura, fica um gostinho doce na boca, um sorriso metido a não sair da cara, após visitar as exposições, andar pelo jardim vendo as esculturas e pegando um solzinho, pelo jardim vendo as esculturas e pegando um sereno. Na cafeteria encontrando as colegas do curso de História da Arte Sintética, belamente, competentemente ministrado pelo artista plástico Nelson Screnzi, eu quero mais é retornar. Fico saltitante quando falo com a Eneida sobre os cursos, quando me mandam convites para exposições. Mal posso esperar a hora de voltar. E sempre que pinta união, levo a família. Nas férias levo parentes que vêm do sul, os amigos que vêm do norte, e todos acham sempre algo lindo pra contar. Até o Zangado, que finge não gostar de arte, apaixonou-se pelos peixes que no espelho d’agua circulam entre esculturas. Peixes? Celacantos, trutas, carpas ou submarino amarelo-dourados? Ir ao MUBE é move, e I like to move, move! MUBE é cor, é agradável, tudo isso e, instrutivo. Circulando por lá tenho visto a moçada última moda, os cults, os Vila-Madalenianos, charme até de sandálias havaiana. Na entrada dos concertos tenho visto os eruditos, que carregam a bagagem cultural pesando na expressão facial. Um dia vou assistir a um concerto, e ao chegar lá também farei uma cara solene. Yé yé! Ô São Paulo... encontrei meu lugar preferido! A primeira exposição que vi lá foi a de fotografias e vídeos de La Chapelle, coloquei em anexo algumas fotos dele, que tinha guardado. Pois bem, na noite de terça-feira aconteceu a abertura da mostra coletiva de Osmar Santos com outros artistas que fazem da arte um meio para reabilitação e com este evento, o MUBE comemora o primeiro ateliê arte reabilitador dentro de museu em São Paulo. Anota ai que é histórico! Levei a criançada comigo e fiquei satisfeita por ter feito a melhor escolha! Sempre penso muito bem antes de movimentar a máquina familiar para ir a algum evento. Se os levo a lugar chato, me vaiam e perco a credibilidade. Na abertura o diretor cultural do museu, Olívio Guedes, fez a apresentação do pessoal envolvido na exposição e pude conhecer pessoalmente o Osmar Santos, de quem sempre fui admiradora. Se falei com ele, pedi autógrafo, me rasguei em elogios? Não!! Quando encontro meus ídolos me escondo atrás duma moita e fico olhando de longe, me bate um medão de ser inconveniente, de fazer o elogio errado...foi assim com o Tarcisio Meira, que encontrei estes dias atrás no...bom, isso já é assunto para outro causo. Porque eu iria destravar e xaropear o Osmar Santos, que estava apadrinhando o pessoal e expondo algumas de suas telas? Tem limites dos quais nem eu passo. Digo, sigo a religião comportamental que fundei, e ela é tri dogmática. Lá conheci o seu Leopoldo Ferreira, que expõe Pintura em tela, “Arte Aditivista”, diz o cartão dele. Ele usa um braço mecânico e pinta, eu não falei nada, não lhe contei que eu uso duas córneas transplantadas e pinto, deixei que ele brilhasse sozinho. O projeto ateliê de Arte Inclusão que tem por objetivo trabalhar as funções motoras, cognitivas e emocionais por meio da arteterapia na reabilitação de pessoas com necessidades especiais, esta para começar. E ainda dá tempo de ver a exposição, que vai até o dia 08 de abril, terças e domingos, das 10h às 19h. Anexo o convite para a palestra Poemas Digitais de Floriano Martins.
Giane Soares Hawkins Site: www.gianehawkins.art.br
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Por lobogabriel - 5 de Abril, 2008, 14:35, Categoría: arte
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